Uma história de livro “guardado”. Durante o 1º Salão Internacional do Livro de São Paulo, em 1999, no dia 23 de abril, Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, no estande do MinC, no Centro de Exposições Expo Center Norte, em São Paulo/SP, o Ministro da Cultura Francisco Weffort (Francisco Correia Weffort, 1937 – 2021) e o escritor amazonense Márcio Souza (Márcio Gonçalves Bentes de Souza, 1946 – 2024), na época, Presidente da Funarte, autografaram a obra “Um Olhar sobre a Cultura Brasileira”, publicada pela Funarte e Ministério da Cultura. Livro belíssimo, capa dura, formato 21 x 28 cm, 472 páginas, papel couché, impresso na Lis Gráfica e Editora. O Presidente do Brasil, na época, era Fernando Henrique Cardoso. No time do MinC, José Álvaro Moisés, Secretário de Apoio à Cultura, Ottaviano De Fiori, Secretário de Política Cultural do Ministério da Cultura, Eduardo Portella, Presidente da Fundação Biblioteca Nacional, entre outros. Na época, eu estava no meu segundo mandato na CNIC - Comissão Nacional de Incentivo à Cultura, Lei Rouanet, responsável pelas Áreas de Humanidades e Integradas. O primeiro autógrafo foi para o Ministro da Educação Paulo Renato (Paulo Renato Costa Souza, 1945 – 2011). Paulo Renato agradeceu os autógrafos, pousou para fotos e entregou-me o exemplar, para guardá-lo. Foi o que fiz. Não percebi - estava desatento, provavelmente - quando o Ministro Paulo Renato deixou o estande do MinC e foi embora da feira. Guardei o livro. Encontrei o Ministro Paulo Renato, depois, algumas vezes, em Brasília, mas o livro autografado, acabou ficando “esquecido” em São Paulo, para um futuro encontro, que acabou nunca acontecendo. O Governo Fernando Henrique Cardoso - no segundo mandato - terminou em 2003 e o Ministro Paulo Renato, acabou, infelizmente, falecendo em 25 de junho de 2011. Guardo o exemplar autografado com o maior carinho e respeito, na certeza de que um dia fará parte do “Memorial Ministro Paulo Renato” ou, quem sabe, do "Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves", em Brasília. Tesouro de papel. Deus quis assim.
João Scortecci